A COP30, realizada em Belém do Pará em 2025, foi um marco: pela primeira vez em mais de uma década, a conferência global sobre o clima aconteceu no Sul Global — e no coração de uma das regiões mais críticas para a estabilidade climática do planeta.

Apesar da versão final do acordo ter frustrado parte da comunidade científica e alguns líderes setoriais por não apresentar compromissos mais robustos sobre combustíveis fósseis ou financiamento climático, um consenso emergiu entre os especialistas e profissionais corporativos que estiveram em Belém: a agenda de implementação começou para valer — e o setor privado será cobrado.

Durante o almoço pós-COP30 promovido pela SINAI, líderes corporativos que estiveram em Belém compartilharam impressões valiosas sobre o ambiente da conferência. Apesar das limitações do acordo final, o que se destacou foi a força dos eventos paralelos e das conexões estratégicas que aconteceram na Blue Zone — onde o setor privado demonstrou protagonismo real, articulando soluções concretas, mobilizando capital e debatendo implementação com objetividade.

Um movimento inédito também não passou despercebido pela ótica dessas lideranças: a participação mais ativa da sociedade civil nesta edição da COP. Esse engajamento transmite uma mensagem clara de que a sociedade está atenta e busca compreender e influenciar os rumos da agenda climática. Trata-se de um sinal que precisa ser considerado por formuladores de políticas, mas que exige resposta ainda mais rápida por parte das empresas — que têm, agora, a oportunidade de alinhar seus compromissos a ações concretas que contribuam para as metas de redução e reforcem sua reputação e relevância em um mercado cada vez mais consciente.

A seguir, destacamos os principais tópicos que se consolidaram em Belém e como as empresas podem se preparar para esse novo ciclo em 2026.

1. A ambição aumentou — e agora exige granularidade

A COP30 sinalizou um novo nível de expectativa sobre o papel do setor corporativo. Com a atualização das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), em 2024, o Brasil reforçou sua meta de neutralidade até 2050 e anunciou metas setoriais para transporte, indústria, agropecuária e energia.

Para as empresas, isso significa que metas genéricas não bastam. Será necessário demonstrar como e onde as emissões estão sendo reduzidas, com clareza sobre escopos, unidades de negócio e processos.

👉 Como se preparar:

É fundamental mensurar com precisão, adotando metodologias baseadas em dados primários, com fatores de emissão específicos por ativo ou insumo, e garantindo rastreabilidade completa, inclusive em atividades indiretas. Empresas que conseguem desagregar suas emissões por local, produto ou processo — e simular cenários futuros com base em metas internas e exigências externas — estarão mais preparadas para converter compromissos em decisões operacionais e financeiras concretas. A SINAI oferece um inventário robusto, com dados granulares e funcionalidades movidas por IA, que apoiam o upload massivo de dados, o matching de fatores de emissão e uma biblioteca com mais de 100K fatores de emissão.

2. Cadeia de valor como peça-chave da estratégia climática

A complexidade das cadeias de valor foi tema recorrente em Belém, especialmente no contexto do agronegócio, o setor de alimentos e a indústria— onde grande parte das emissões ocorre fora do controle direto da empresa.

Com a nova Taxonomia Sustentável brasileira e regulamentações internacionais como o CBAM, torna-se essencial engajar fornecedores e parceiros de forma estruturada, com critérios claros e alinhados à estratégia climática da organização.

👉 Como se preparar:

Empresas precisam mapear seus elos estratégicos com base em volume, intensidade de emissões e risco reputacional — e engajar esses fornecedores com abordagens práticas e escaláveis. Isso envolve revisar políticas de compras, incluir cláusulas climáticas em contratos, estabelecer metas conjuntas e oferecer suporte técnico na jornada de descarbonização. Com isso, a governança climática deixa de ser centralizada e passa a operar de forma distribuída, promovendo colaboração em toda a cadeia de suprimentos.

Para apoiar essa jornada, a SINAI desenvolveu o Supplier Hub — uma solução pensada para aumentar a visibilidade de escopo 3 e acelerar o engajamento com fornecedores em escala. A coleta de dados é simplificada por meio de um ChatBot inteligente com apenas 3 perguntas, que permite capturar dados operacionais e de emissões com profundidade. A colaboração é facilitada por workflows automatizados de gestão de tarefas, e a análise de risco é potencializada com inteligência artificial que entrega comparativos entre fornecedores e identifica hotspots de emissões — permitindo decisões mais rápidas, alinhadas e com alto impacto.

3. O mercado de carbono segue em construção — e pode ser uma alavanca estratégica para empresas com dados de alta qualidade

As negociações em torno do Artigo 6 da COP30 — especialmente os dispositivos 6.2 e 6.4 — reforçaram o que o setor corporativo mais atento já percebeu: os mercados de carbono seguem vivos, mas só serão viáveis com rastreabilidade, integridade e dados confiáveis. Ainda que os países não tenham chegado a um consenso sobre as regras finais para transações entre nações ou a operacionalização do mecanismo central da ONU, as diretrizes estão mais exigentes — e abrem espaço para que o setor privado ocupe um papel protagonista.

Para empresas que operam em setores de difícil abatimento e têm inventários robustos, essa pode ser uma vantagem competitiva: quem mede com granularidade e reduz com estratégia poderá transformar emissões evitadas em ativos climáticos, contribuindo com metas nacionais e acessando mercados emergentes. A lógica não é mais apenas compensar, mas sim demonstrar impacto real — e monetizar desempenho climático com credibilidade.

👉 Como se preparar:

Empresas devem priorizar a construção de uma base de dados de emissões precisa e auditável, alinhada às exigências dos mercados emergentes. A SINAI oferece suporte completo nesse processo — desde o inventário granular de escopos 1, 2 e 3 até a simulação de cenários regulatórios e análise de viabilidade para o SBCE

4. Reporting climático: de diferencial a exigência regulatória

A convergência de frameworks de disclosure (como ISSB, CSRD, TCFD e a nova norma da CVM brasileira) tornará cada vez mais difícil manter informações climáticas separadas da contabilidade corporativa.

A credibilidade de uma estratégia climática será medida também pela sua capacidade de gerar dados auditáveis, comparáveis e conectados à tomada de decisão financeira.

👉 Como se preparar:

O caminho passa por integrar ESG e clima à inteligência estratégica da empresa. Isso significa estabelecer processos regulares de reporte, com frequência e consistência, envolvendo diferentes áreas — como finanças, compliance, supply chain e comunicação. Relatórios devem refletir não apenas desempenho ambiental, mas também riscos financeiros, investimentos em mitigação e alinhamento com metas globais. Um sistema de dados confiável e interoperável se torna um ativo estratégico.

5. Finanças climáticas avançam — e criam novas exigências para o setor privado

A COP30 triplicou o financiamento para adaptação climática via o Fundo de Adaptação da ONU e aprovou indicadores para acompanhar o progresso global rumo à transição justa. Embora esses compromissos estejam voltados principalmente aos países mais vulneráveis, eles carregam implicações indiretas para o setor privado.

Isso porque o avanço da governança financeira climática nos fóruns multilaterais acelera a consolidação de marcos como taxonomias sustentáveis, critérios de elegibilidade para instrumentos financeiros verdes e diretrizes de reporte climático — todos pontos que afetam diretamente o acesso ao capital pelas empresas.

Em paralelo, cresce o interesse de investidores institucionais por métricas ESG mais consistentes, especialmente em setores com alta exposição a riscos físicos e de transição. Ou seja, empresas que integram dados de emissões, metas baseadas na ciência e planos de redução em seus frameworks financeiros estão melhor posicionadas para atrair capital — seja via mercados, parcerias ou políticas públicas.

👉 Como se preparar:

Companhias que desejam se posicionar de forma competitiva neste novo cenário devem alinhar suas metas climáticas com diretrizes de reporte reconhecidas (como IFRS S2, CDP ou TCFD), estruturar dados de emissões com rastreabilidade financeira e integrar suas decisões climáticas à governança corporativa. A SINAI apoia esse movimento por meio de módulos que integram inventários com disclosure regulatório, modelagem de metas e planejamento financeiro de descarbonização.

Conclusão: a hora da execução chegou — com ciência, dados e colaboração

A COP30 pode não ter trazido todas as respostas, mas deixou clara a direção: empresas serão parte da solução — e serão cobradas por isso. O cenário que se desenha é de maior pressão, mas também de mais oportunidades para quem conseguir executar com clareza.

Na prática, as organizações que estruturarem seus planos de ação climática com base nos quatro pilares — mensurar, engajar, reportar e reduzir — terão não apenas conformidade, mas capacidade real de liderar.

O setor corporativo brasileiro tem papel central no cumprimento das metas climáticas do país. A diferença entre intenção e impacto está no quanto conseguimos transformar dados em estratégia, estratégia em ação, e ação em resultados mensuráveis.

A SINAI, apoia empresas a transformar sustentabilidade em estratégia de negócios — com dados confiáveis, metas alinhadas à realidade operacional e decisões conectadas ao impacto financeiro. A plataforma integra toda a jornada de ação climática, permitindo que cada passo rumo à descarbonização seja mensurável, auditável e viável.

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