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Brasil Protagonista: liderança corporativa e o futuro do mercado de carbono | Insights

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July 1, 2025
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July 1, 2025
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July 8, 2025
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Brasil Protagonista: liderança corporativa e o futuro do mercado de carbono

O evento Brasil Protagonista aconteceu no dia 26/06 no auditório Demarest e reuniu, em um mesmo palco, nomes de peso do setor público, privado e da sociedade civil para debater caminhos concretos para o fortalecimento do mercado de carbono no Brasil.

Em um momento em que regulamentações internacionais ganham corpo e exigem respostas estratégicas dos países, o encontro destacou soluções, desafios e oportunidades que colocam o Brasil em posição de destaque global.

Entre os temas abordados, estiveram a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), os avanços do mercado voluntário, o papel das empresas na descarbonização da cadeia de valor, a liderança feminina na agenda climática e o potencial da agricultura como solução baseada na natureza.

Confira os principais insights compartilhados pelos especialistas ao longo do evento:

Regulamentações Internacionais e o Brasil

O Brasil ainda enfrenta desafios estruturais significativos para se alinhar às exigências regulatórias globais em matéria de carbono. Enquanto diversas nações já implementam mecanismos robustos de precificação e monitoramento de emissões, o país carece de uma autoridade nacional plenamente capacitada e tecnicamente autônoma para conduzir essa agenda com isenção e previsibilidade. Essa lacuna institucional contribui para a morosidade no avanço regulatório.

Nesse contexto, medidas como o CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira) podem ser erroneamente interpretadas como barreiras comerciais protecionistas. No entanto, trata-se de um instrumento que busca promover a equidade ambiental, ao aplicar critérios uniformes de emissões de carbono tanto para produtos nacionais quanto importados. Seu objetivo é corrigir distorções competitivas decorrentes de diferentes níveis de ambição climática entre os países, e não punir economias em desenvolvimento.

Destravando o Escopo 3

Reportar emissões do Escopo 3 é um dos maiores desafios da agenda climática corporativa, especialmente pela complexidade de envolver fornecedores com diferentes níveis de maturidade e infraestrutura. A busca por granularidade não depende apenas da iniciativa da empresa, mas do engajamento de toda a cadeia de valor — o que exige construção de consciência, capacitação e padronização de dados.

Nesse cenário, soluções tecnológicas que automatizam a coleta e o cálculo de emissões tornam-se aliadas estratégicas. Elas não apenas aumentam a acurácia das informações, como reduzem a sobrecarga operacional, tornando o processo mais acessível e escalável. A colaboração com fornecedores precisa ser estruturada com ferramentas robustas e estímulos claros para que todos contribuam com dados mais fiéis à realidade.

Mercados de Carbono: Regulado e Voluntário

O Brasil vive um momento decisivo na consolidação de seus mercados de carbono. De um lado, o mercado voluntário avança em escala e complexidade, impulsionado por novas exigências de integridade, digitalização e governança — com destaque para os projetos REDD+ e o fortalecimento da infraestrutura institucional, como a entrada da B3. De outro, o mercado regulado dá seus primeiros passos com o SBCE, abrindo caminho para um novo patamar de segurança jurídica e sinalização econômica, mas ainda enfrenta desafios de escopo, fiscalização e harmonização entre esferas federal e estadual.

Ambos os mercados são complementares. O voluntário segue essencial para inovação e engajamento precoce de setores não regulados, enquanto o regulado traz previsibilidade e escala para a descarbonização. Empresas que anteciparem essa convergência e se estruturarem desde já — com inventários robustos, ações de mitigação e inteligência de dados — estarão mais preparadas para capturar valor em um cenário regulatório em transformação.

Agro e a agenda climática

O setor agropecuário brasileiro se apresenta como uma das maiores oportunidades para liderança global em soluções climáticas baseadas na natureza. Iniciativas de integração lavoura-pecuária-floresta, silvipastoris de baixo carbono e rastreabilidade ambiental estão sendo estruturadas por empresas como Bayer, Minerva e Caaporã. No entanto, a falta de metodologias consolidadas para medição de carbono no solo e mensuração remota de remoções ainda impõe limitações.

Gerar valor para créditos de carbono oriundos de uma agropecuária já sustentável requer inovação regulatória, incentivos econômicos e reconhecimento internacional. O insetting tem ganhado força como estratégia integrada de redução de emissões e agregação de valor à cadeia produtiva nacional.

Liderança feminina na descarbonização

O painel de liderança corporativa feminina mostrou como mulheres em posições estratégicas estão redesenhando o papel da sustentabilidade dentro das organizações. Profissionais da Natura, Ecorodovias, Ógui e outras empresas compartilharam iniciativas que vão desde descarbonização de produtos e análise de risco climático até a incorporação de diversidade e propósito nas estruturas decisórias.Entre os desafios recorrentes, estão a integração da sustentabilidade à estratégia central do negócio, a busca por orçamento adequado e a superação de barreiras subjetivas, como a síndrome da impostora. As trocas reforçaram a importância da escuta ativa, da formação continuada e da representatividade feminina para acelerar uma transição climática mais justa e inclusiva.

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A SINAI tem o compromisso de apoiar empresas no processo de transição climática, com soluções que englobam o inventário de carbono, projeção de emissões, planejamento financeiro de transição e projetos de descarbonização.

Nosso time está a disposição para discutir desafios e oportunidades para empresas, frente ao futuro do mercado de carbono brasileiro.

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